Histórias à Beira Rio, viagens e andanças pelas aldeias da minha terra

O verão deixou o outono espreitar...

Por estes dias as aldeias da minha terra não podiam estar mais alegres. Com ruas pejadas de automóveis, justificando a presença dos seus filhos emigrados, dos que regressam para gozar umas merecidas férias junto dos seus familiares. Há mergulhos no rio, passeatas de bicicleta, mostrando, e explicando pormenorizadamente aos mais novos a possibilidade de serem felizes nas aldeias se quiserem. O verão deixou o outono espreitar este tempo de veraneio tornando os lugares mais aprazíveis, onde o tempo corre devagar ao encontro das romarias espalhadas durante o final das sucessivas semanas de estio. Há tempo para tudo, até para ler, a bibliotecas ambulante não desiste, continua a estar presente. demorando-se nos largos, nas ruas, onde hajam estabelecimentos comerciais, um café, uma mercearia. Onde a padeira se demora esperando as freguesas na sua carrinha cheia de pão. No sítio onde o peixeiro pisa a buzina freneticamente da camioneta, alertando que o peixe fresco não pode esperar. Próxima das igrejas, ou debaixo das árvores roubando a sombra ao lapso do tempo. Nos lugares em que as pessoas precisam de se abastecer, socializar, na tranquilidade da fé. A biblioteca ambulante tem tudo isto, hajam pessoas e leitores a frequentarem este templo destinado ao culto do conhecimento.

0