Histórias à Beira Rio, viagens e andanças pelas aldeias da minha terra

Vão longe os tempos...

Não lembra o diabo andarem pessoas nos olivais, ao redor das aldeias, a colherem azeitona com o verão intrometendo-se pelo outono adentro. Vão longe os tempos onde grupos de pessoas, trabalhadores agrícolas, contratados sazonalmente. Debaixo da chuva, com as mãos no orvalho congelado, apanhando a azeitona do chão depois do golpe aplicado pela vara nos ramos das oliveiras. Na escola o tempo também é outro com a multiculturalidade cada vez mais presente à volta da biblioteca ambulante. No seu interior a imaginação paira no ar, saindo apressada das pequenas cabeças que não param de girar. Parecem cata-ventos indicando o sentido onde se encontram as palavras, da porta de saída para a sucessão de acontecimentos extraordinários ou imprevistos que irão encontrar. Nos terrenos plantados de emoções, e de experiência.

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