Histórias à Beira Rio, viagens e andanças pelas aldeias da minha terra

Palavras que excitarão o paladar dos leitores...

O vento leve batendo-me no rosto, despertando a letargia da aldeia, não tem nada de semelhante com a sensação de aperto dos últimos dias nas viagens e andanças pelas aldeias da minha terra. Sempre que abria as portas da biblioteca ambulante o ar quente acariciava-me fortemente. Como se abrisse a porta do forno do fogão após uma peça de carne ou peixe estar cozinhada. Hoje, o calor está sem inspiração, valha-nos isso, percorrer, estar parado temporariamente, recebendo os leitores, esperando por novos ledores, como se estivesse no interior do compartimento do fogão. Sendo cozinhado lentamente, temperado com elementos predominantes. Lançando-me letras para cima como se faz às pedras de sal nos cozinhados, ou palavras que excitarão o paladar dos leitores, envolvendo-me com as ideias extraídas daqueles que escrevem. Para realçar o sabor das histórias, poder discutir ou aconselhar os leitores a provarem as narrativas. A biblioteca ambulante pode muito bem ser a despensa que muitos não têm em casa, há de tudo um pouco na biblioteca. Condimentos que fazem chorar de aflição, rir por acontecimentos felizes. Acalmar para avaliarmos os sabores desconhecidos. Meditar nos que consumimos diariamente, sem que os consigamos evitar, nos jornais e publicações afins.

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